Duas investigações, no Brasil e na Bolívia, revelaram a presença de redes criminosas responsáveis pela destruição da Amazônia. 25 mineradores foram presos este mês na Bolívia, durante uma operação da polícia em uma mineira ilegal na cidade de San Ramon, na província de Santa Cruz, fronteira com o Brasil. A operação, que envolveu mil militares bolivianos, mirava a “neutralização” da extração ilegal de ouro ao longo da fronteira.
Bem mais preocupante é o resultado em uma investigação de seis anos, nos seis estados da Amazônia brasileira, que levou à prisão de 70 pessoas no Mato Grosso. Estavam envolvidos em um esquema de desmatamento ilegal: empresas florestais, proprietários de terras, madeireiras e funcionários de órgãos de proteção ambiental, que foram acusados de fornecer falsas autorizações. O Mato Grosso é um dos estados brasileiros mais atingidos pelo desmatamento ilegal para ampliar as áreas de cultivo de soja. As pessoas detidas estão sendo acusadas de formação de quadrilha, corrupção ativa e passiva, roubo, apropriação ilegal de terras e falsificação de dados em sistemas informáticos do governo, além de inúmeros crimes ambientais.
Texto publicado originalmente em italiano e inglês no site Salva le Foreste.
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15 ottobre 2010
Quadrilhas na Amazônia
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13 ottobre 2010
Florestas naturais absorvem mais CO2 que as plantadas
Um estudo da Universidade de Oklahoma e da Fudan University concluiu que as plantações de árvores podem reduzir substancialmente o estoque de carbono nos ecossistemas em comparação com florestas naturais. A pesquisa “Ecosystem Carbon Stock Influenced by Plantation Practice: Implications for Planting Forests as a Measure of Climate Change Mitigation” foi publicada pela revista científica de acesso aberto PLoS ONE.
O estoque total de carbono do ecossistema das plantas e dos solos foi 28% menor nas plantações. As florestas naturais tiveram maior produção primária líquida, maior taxa de respiração do solo, melhor absorção de água e de nutrientes do solo.
Os pesquisadores destacaram sua posição contrária a substituição das florestas naturais por reflorestamento comercial como compensação de emissões de CO2, visando ajudar a conter as mudanças climáticas.
O estoque total de carbono do ecossistema das plantas e dos solos foi 28% menor nas plantações. As florestas naturais tiveram maior produção primária líquida, maior taxa de respiração do solo, melhor absorção de água e de nutrientes do solo.
Os pesquisadores destacaram sua posição contrária a substituição das florestas naturais por reflorestamento comercial como compensação de emissões de CO2, visando ajudar a conter as mudanças climáticas.
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